A cidade de Maputo permanece isolada das restantes províncias do país na sequência do corte da Estrada Nacional Número Um (EN1), provocado pelas fortes chuvas que se abateram sobre a região sul e culminaram no transbordo do rio Incomáti. A interrupção da principal via de ligação rodoviária ocorreu no dia 3 de Fevereiro, no troço de Incoluane, criando sérias dificuldades na circulação de pessoas e no escoamento de bens essenciais.

Perante a gravidade da situação, a Administração Nacional de Estradas (ANE) deu início a obras de emergência com vista à reposição da transitabilidade naquele ponto crítico. As equipas técnicas encontram-se no terreno a realizar intervenções urgentes, incluindo a reposição do aterro, reforço das plataformas danificadas e avaliação da estabilidade da infraestrutura, de modo a garantir condições mínimas de segurança para a circulação.

O corte da EN1 tem causado constrangimentos significativos ao transporte interprovincial, deixando passageiros retidos em terminais rodoviários e provocando atrasos no abastecimento de produtos alimentares, combustíveis e outros bens de primeira necessidade. Empresas de transporte, comerciantes e famílias são alguns dos sectores mais afectados pelo isolamento temporário da capital do país.

Segundo fontes da ANE, os trabalhos decorrem em regime acelerado, aproveitando as janelas de melhoria das condições climáticas, com o objectivo de reabrir a via no mais curto espaço de tempo possível. A instituição reconhece, no entanto, que a reposição total da estrada dependerá da evolução do caudal do rio Incomáti e da estabilidade do solo na zona afectada.

As cheias registadas nas últimas semanas afectaram milhares de pessoas em diferentes distritos, causando danos em infra-estruturas rodoviárias, habitações, campos agrícolas e sistemas de abastecimento de água. No caso da EN1, considerada a espinha dorsal da mobilidade rodoviária nacional, o impacto é ainda mais severo devido à sua importância estratégica para a economia do país.

Enquanto decorrem as obras, as autoridades recomendam aos automobilistas que evitem deslocações desnecessárias para as zonas afectadas e que sigam as orientações das entidades competentes. Estão igualmente a ser estudadas rotas alternativas, embora muitas delas apresentem limitações devido ao mau estado das vias secundárias.

O Governo acompanha de perto a evolução da situação e garante estar a mobilizar recursos técnicos e financeiros para apoiar a ANE na reposição das infra-estruturas danificadas. O objectivo, segundo as autoridades, é minimizar os prejuízos económicos e sociais resultantes das cheias e restabelecer, com segurança, a ligação rodoviária entre Maputo e o resto do território nacional.

A reposição da EN1 é vista como uma prioridade nacional, não apenas para assegurar a mobilidade de pessoas, mas também para garantir a continuidade das actividades comerciais e o normal funcionamento da economia, fortemente afectada pelos efeitos das intempéries.