O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) revelou, esta semana, os resultados preliminares da investigação em torno da morte do administrador do Banco Comercial e de Investimentos (BCI), cidadão de nacionalidade portuguesa, ocorrida numa unidade hoteleira da cidade de Maputo.
De acordo com as autoridades, todas as evidências recolhidas até ao momento apontam para um caso de suicídio, afastando, de forma categórica, a hipótese de envolvimento de terceiros. A informação foi avançada após a conclusão das primeiras perícias forenses, análise do local e revisão de imagens de videovigilância.
Segundo o SERNIC, o empresário dirigiu-se sozinho a uma casa de banho do hotel onde se encontrava hospedado, tendo-se trancado no interior. Minutos depois, foi encontrado sem vida, apresentando múltiplos ferimentos auto-infligidos.
As investigações indicam que não houve sinais de arrombamento, luta ou presença de outras pessoas no local. As câmaras de segurança do estabelecimento, analisadas pelos peritos, mostram que o administrador entrou sozinho no espaço e não houve registo de mais ninguém a aceder à casa de banho até ao momento em que o corpo foi localizado.
Além disso, os exames médico-legais realizados revelaram a presença de substâncias tóxicas no estômago da vítima, compatíveis com produtos normalmente associados a casos de suicídio, reforçando a tese apresentada pelas autoridades.
O SERNIC sublinha que todos os procedimentos investigativos foram conduzidos de forma rigorosa, incluindo a audição de funcionários do hotel, recolha de vestígios no local e análise detalhada dos dados técnicos disponíveis.
Em comunicado, a Polícia da República de Moçambique esclareceu que, face às provas reunidas, não há indícios de crime, nem qualquer elemento que sustente a participação de uma terceira pessoa no ocorrido.
A morte do administrador do BCI causou forte comoção no setor financeiro e empresarial, tendo a instituição bancária manifestado, anteriormente, profundo pesar pela perda, destacando o contributo do gestor para o crescimento e consolidação do banco em Moçambique.
As autoridades garantem que o processo continuará aberto até à conclusão formal de todos os relatórios periciais, mas reiteram que, neste momento, o caso é tratado como suicídio, com base em provas consideradas consistentes e conclusivas.
O SERNIC apela ainda à responsabilidade na divulgação de informações, recomendando cautela na partilha de conteúdos sensíveis, em respeito à memória da vítima e aos familiares enlutados.
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