Uma mulher identificada como Anastância Carlos Mangue encontra-se desaparecida desde a última quinta-feira, após ter viajado para a cidade de Maputo para visitar um homem com quem mantinha uma relação recente.
Segundo relatos de familiares e vizinhos, Anastância residia em Chókwè e não possui parentes na capital do país. A viagem teria sido motivada por um convite feito por um homem identificado apenas como Mateus, alegadamente residente em Maputo.
De acordo com a família, os dois conheceram-se numa viatura de transporte semi-colectivo de passageiros, vulgarmente conhecido por “chapa”, na cidade de Chókwè, onde trocaram contactos telefónicos e passaram a comunicar com regularidade.
Com o passar do tempo, a relação evoluiu para um suposto namoro, culminando com o convite para Anastância deslocar-se a Maputo, onde ficaria hospedada na companhia do referido indivíduo.
Na quinta-feira, dia da viagem, Anastância manteve contacto com a família. Por volta das 21 horas, efectuou uma chamada a partir de um número desconhecido, que posteriormente foi identificado como sendo do alegado namorado, informando que tinha chegado bem a Maputo.
Desde esse contacto, o silêncio passou a preocupar familiares e conhecidos. Na sexta-feira, ao tentarem ligar para o número de Anastância, a chamada era automaticamente interrompida com a mensagem “ligue mais tarde”.
O mesmo cenário repetiu-se quando ligaram para o número do suposto namorado, sem sucesso. As tentativas prolongaram-se ao longo do dia, sem qualquer resposta concreta.
No sábado à noite, por volta das 21 horas, uma das chamadas efectuadas para o número do homem foi finalmente atendida. Na ocasião, Mateus afirmou que tinha saído com Anastância em direcção ao Hospital Central de Maputo.
Segundo a versão apresentada por ele, ao chegar ao local, Anastância teria ficado sentada nos bancos exteriores da unidade hospitalar enquanto ele se ausentava por alguns instantes.
Ainda de acordo com o relato, quando regressou, a mulher já não se encontrava no local. O homem acrescentou que o telefone e a bolsa de Anastância permanecem em sua posse.
Após essa conversa, sempre que a família tenta entrar em contacto com o referido indivíduo, as chamadas são bloqueadas, aumentando o clima de incerteza e preocupação.
Familiares consideram a situação estranha e alarmante, tendo em conta que Anastância não conhecia a cidade de Maputo e não tinha qualquer rede de apoio local.
Vizinhos e pessoas próximas descrevem Anastância como uma mulher calma e responsável, sem histórico de desaparecimentos voluntários ou conflitos familiares.
Diante do cenário, a família apela à colaboração da sociedade para qualquer informação que possa ajudar a localizar a jovem.
Os parentes não descartam a possibilidade de envolver as autoridades competentes, caso não surjam pistas concretas sobre o seu paradeiro.
“Estamos muito preocupados. Ela nunca ficaria tantos dias sem dar notícias. Algo não está bem”, afirmou um familiar.
Quem tiver informações sobre o paradeiro de Anastância Carlos Mangue é solicitado a entrar em contacto através do número 868 827 953.
A família espera que, com a divulgação do caso, seja possível obter pistas que levem ao seu rápido e seguro reencontro.
O desaparecimento reacende o debate sobre os riscos de viagens feitas sem apoio familiar e a necessidade de maior cautela em relações estabelecidas à distância.
Enquanto isso, cresce a angústia de familiares e amigos, que aguardam por notícias e mantêm a esperança de encontrar Anastância em segurança.
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