O Governo anunciou a chegada e entrada em operação de duas embarcações no porto de Chongoene, na província de Gaza, como parte das acções emergenciais para mitigar os efeitos das cheias que assolam várias regiões da província. A iniciativa visa assegurar o fornecimento contínuo de bens essenciais e reforçar o apoio humanitário às comunidades duramente afectadas pelas inundações.

De acordo com as autoridades, uma das embarcações transporta exclusivamente produtos alimentares e outros bens de primeira necessidade destinados à assistência humanitária, enquanto a segunda está vocacionada para o transporte comercial, permitindo a reposição de mercadorias em zonas onde o acesso por via terrestre se encontra seriamente condicionado.

As cheias provocaram cortes em importantes vias rodoviárias, dificultando o transporte de alimentos, combustíveis e outros produtos básicos, situação que levou o Executivo a recorrer ao transporte marítimo como alternativa estratégica para garantir o abastecimento regular das populações.

Durante uma visita de trabalho ao porto de Chongoene, o Ministro dos Transportes e Logística, João Mathombe, assegurou que a infra-estrutura portuária dispõe de condições técnicas e operacionais para receber navios de grande porte, desempenhando um papel fundamental na resposta à emergência em curso na província de Gaza.

Segundo o governante, a utilização do porto permitirá acelerar a chegada de ajuda humanitária, reduzir a pressão sobre as rotas terrestres danificadas e assegurar que os produtos essenciais cheguem às zonas mais críticas no menor tempo possível.

João Mathombe explicou ainda que, para além do transporte de mercadorias, o Governo está a mobilizar meios marítimos para garantir a circulação de passageiros entre as províncias de Gaza e Maputo, bem como ligações locais, com destaque para os trajectos Xai-Xai–Chicumbane e outras áreas afectadas.

Estas ligações visam facilitar a mobilidade de cidadãos que ficaram isolados devido às cheias, permitindo o acesso a serviços básicos, unidades sanitárias, centros de acolhimento e outros pontos de apoio às vítimas das inundações.

O Executivo reafirma que continuará a adoptar medidas extraordinárias para responder à situação, garantindo que a assistência humanitária chegue às comunidades necessitadas e que a economia local não fique completamente paralisada devido aos impactos das cheias.

As autoridades apelam ainda à calma da população e asseguram que os trabalhos de reposição da normalidade decorrem em coordenação com diferentes sectores do Estado, parceiros humanitários e autoridades locais, com o objectivo de minimizar os prejuízos e salvar vidas.