O tráfego interprovincial de passageiros encontra-se totalmente suspenso em Moçambique devido ao corte na Estrada Nacional Número Um (EN1), causado pelo transbordo do rio Incomáti na região da 3 de Fevereiro, no distrito da Manhiça.

Fontes locais confirmaram que a interrupção está a provocar graves transtornos, especialmente no terminal da Junta, em Maputo, onde centenas de passageiros permanecem retidos. Passageiros, transportadores e comerciantes demonstram grande preocupação face à situação.

De acordo com relatos de quem se encontra no local, o impacto da paralisação vai além do atraso nas viagens. Muitos passageiros, incluindo famílias com crianças, aguardam há vários dias por uma oportunidade de seguir para outras províncias, enfrentando dificuldades para garantir alimentação, água potável e condições básicas de higiene.

Transportadores locais apelam à intervenção rápida do Governo, solicitando que as obras de reparação nos troços afetados pelas cheias sejam executadas com celeridade, para minimizar prejuízos econômicos e sociais. A interrupção afeta diretamente os rendimentos diários de motoristas e comerciantes que dependem do movimento constante de passageiros.

O Governo esclareceu que a reabertura da EN1 depende do recuo das águas do rio Incomáti e que as equipas técnicas já se encontram a trabalhar no levantamento dos danos causados pelas cheias. Entretanto, não foi apresentada uma previsão exata para a normalização do tráfego.

Enquanto isso, os passageiros permanecem em estado de angústia e incerteza, tentando organizar transporte alternativo ou aguardando soluções emergenciais. As autoridades locais estão a fornecer algum apoio logístico, mas a situação continua crítica devido ao grande número de pessoas retidas.

Especialistas alertam que o impacto da interrupção da EN1 se estende além de Maputo, afetando o comércio interprovincial, transporte de mercadorias e a mobilidade de cidadãos que dependem da estrada para atividades económicas e pessoais.

A situação evidencia a vulnerabilidade das infraestruturas rodoviárias face a fenómenos naturais, e reforça a necessidade de planos de contingência e manutenção preventiva para minimizar interrupções em momentos de cheias.